História do Bairro

A extensa área, onde se localiza os atuais bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Gávea, Humaitá e Jardim Botânico era habitada pelos índios tupinambás. Com a chegada dos portugueses, no século XVI, os índios foram desaparecendo. A paisagem começou a sofrer modificações e vários engenhos de cana-de-açúcar foram se instalando na região.

Com a vinda da família real portuguesa, no início do século XIX (08 de março de 1808), houve a necessidade de assegurar a defesa da região, portanto no dia 13 de junho de 1808, D. João assinou um Decreto, no qual desapropriava o Engenho da Lagoa Rodrigo de Freitas para que fosse construída uma fábrica de pólvora, a Real Fábrica de Pólvora.

Sob o mesmo Decreto e vizinho à Fábrica de Pólvora, D. João criou um “Jardim de Aclimação”, com a finalidade de aclimatar as plantas advindas do Oriente, ou seja, especiarias das Índias Orientais. A direção tanto da Fábrica de Pólvora quanto do Jardim de Aclimação ficou sob a responsabilidade do militar João Gomes da Silveira Mendonça, grande conhecedor de botânica, o qual recebeu, décadas depois, o título de Marquês de Sabará (no dia 04 de maio de 1826).

O Jardim de aclimação sofreu diversas alterações e, logo depois, em 11 de outubro de 1808, recebeu o nome de Horto Real. Para o Real Horto foram trazidas mudas de espécies vegetais bastante diversificadas e das mais diferentes regiões e países.

Jardim Botânico em 1904

O primeiro exemplar de palmeira (Roystonea oleracea) foi plantado por D. João, em 1809, quando passou a ser conhecida como Palmeira Imperial. A mesma foi destruída após ser atingida por um raio durante uma tempestade no ano de 1972.

Diz a lenda que o diretor do Jardim, na época, queria restringir o cultivo das palmeiras à área do Real Horto. Porém, durante a noite, os escravos subiam nas árvores, colhiam as sementes e as vendiam, na intenção de juntar dinheiro para comprar suas respectivas cartas de alforria. Em razão disso, a palmeira imperial foi amplamente disseminada e desta descenderam todas os espécimes desta palmeira, daí sua denominação de Palma Mater.

O Real Horto passou a ser denominado Real Jardim Botânico em 1818, após a coroação de D. João como Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, isto é, como D. João VI. Caracterizado como uma área praticamente particular, local preferido de passeio de D. João VI, o Real Jardim Botânico foi aberto ao público para visitação no século XIX, em 1819.

Na época, a referida área do Jardim Botânico e adjacências já era muito procurada e, em consequência disso, vários hotéis e restaurantes foram surgindo ao longo da travessia que levava ao jardim, como por exemplo os Hotéis Orléans e o L’Étoile du Sud.

O original Jardim de Aclimação, construído em anexo à fäbrica de Pólvora, recebeu as seguintes denominações até chegar o seu atual nome: Real Horto (1808); Real Jardim Botânico (1818); Jardim Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas (1825); Jardim Botânico (1833); Jardim Botânico do Rio de Janeiro e/ou Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1998). E acabou por dar nome ao bairro Jardim Botânico.

Fonte: Wikipédia, blog Geografia em Foco
Fotos retiradas da internet apenas como material ilustrativo: Revista Kosmos, 1904 / Marc Ferrez (1880) e Coleção Negativo de Vidro, Laboratório de Museologia / Instituto de Pesquisas Jardim Botânico