Como tudo começou

  • Século XIX. Boa parte do que conhecemos hoje como Zona Sul era um engenho.
  • D. João VI desapropria estas terras para construir uma fábrica de pólvora. Muitas famílias que trabalhavam no engenho se recusam a sair e continuam nas suas casas.
  • D. João monta a fábrica onde hoje é o parque Jardim Botânico e vende o resto das terras que aos poucos são urbanizadas e dão origem aos bairros do Jardim Botânico, Ipanema, Leblon, Gávea, Lagoa e parte de Botafogo. Passam a ser novamente propriedades particulares.
  • Ao lado da fábrica, é implantado um Horto para cultivo de plantas exóticas. Os empregados da Fábrica de Pólvora e do Real Horto vêm morar nos arredores com suas famílias.
  • As pesquisas botânicas crescem e D. João transfere a Fábrica de Pólvora para a raiz da serra de Petrópolis. Alguns operários não quiseram se mudar e foram ficando.
  • O Horto de D. João se transforma no Jardim Botânico. Mais funcionários são contratados e também vêm residir nas imediações do JB. Novas casas construídas. A população estava constituída por antigos lavradores, antigos funcionários da Fábrica de Pólvora e os funcionários do JB.

Os números:


Em 1971 – 377 casas, aproximadamente 1.800 moradores

Em 2005 – 589, aproximadamente 3.000 moradores.

2010 – Um novo levantamento está sendo feito. Não sabemos quantas casas são hoje.

O crescimento da comunidade é evidente.

O problema:


  • 329 moradias localizadas dentro do novo perímetro do Jardim Botânico. As outras 260 estão localizadas no entorno, já que o JB concordou em recuar os seus limites. Destas 329 unidades, 189 têm vínculo funcional direto ou indireto (cônjuge e/ou descendentes) com o Jardim Botânico, 140 são ocupações irregulares.
  • A comunidade não concorda com a remoção destas famílias e pede a posse e o registro em cartório de todas as casas e seus respectivos terrenos, que não formam um todo contínuo, agrupam-se em ilhas com nomes locais (Grotão, Caxinguelê, etc.).

2 comments for “Como tudo começou

  1. PRESIDENTE
    28 de agosto de 2010 at 7:43 PM

    a descaracterização progressiva destroi calma ambiental com risco de irreversibilidade

    A luta ambiental é inexoravel e inalienavel
    O caminho é longo e exige persitência o que é dificil.
    Mas a transposição das gerações mostra que o índice de destruição ainda é bem menor proporcionalmente ao índice de ocupação geral proporcional da zona sul.

  2. 8 de setembro de 2010 at 10:53 AM

    Para
    Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico
    Rio de Janeiro RJ

    Prezados colegas:

    A Diretoria do Instituto Pró-Endêmicas,
    organização do terceiro setor,
    fundada em julho de 2005 na Serra do Cipó, Minas Gerais,
    dedicada à pesquisa e conservação de plantas nativas e de seus ecossistemas,
    com sede em Curvelo, Minas Gerais e âmbito de atuação nacional,
    vem a publico protestar contra a
    pretensa consolidação dos lotes privados inseridos na area do Jardim Botanico do Rio de Janeiro.

    Essa instituição notavel, responsavel por grande parte do avanço da Botanica e da conservação da natureza do Brasil,
    não pode ter parte de seu patrimonio natural e institucional destruido impunemente.

    A ocupação irregular das terras do JBRJ, ilegal e contraria aos interesses publicos,
    abre precedente de impunidade que não pode prevalecer sobre o patrimonio de todos.

    Essa situação deve ser resolvida imediatamente.

    Interesses privados não podem ser priorizados contra o patrimonio difuso e da conservação da natureza.

    O mesmo se aplica ao Parque Nacional da Tijuca,
    já intensamente desmatado em diversas areas perifericas, graças à inação dos poderes publicos.

    Os diretores e mais associados do Instituto Pró-Endêmicas apoiam quaisquer iniciativas legitimas de defesa do Jardim Botanico do Rio de Janeiro,
    como a recuperação (restauração) da area atingida e outras iniciativas que
    a Diretoria do JBRJ,
    o Ministerio do Meio Ambiente e
    o Ministerio Publico Federal considerarem pertinentes e legais.

    Se solicitados, encaminharemos oficios às organizações envolvidas.

    Atenciosamente,

    Celso do Lago Paiva

    Instituto Pró-Endêmicas, Presidente
    CNPJ 07.587.821/0001-15
    Caixa postal 96, Curvelo MG, 35790-970
    http://br.groups.yahoo.com/group/proendemicas/
    0xx38 9141-4700
    celsodolago@hotmail.com
    Skype celsodolago

    O Instituto Pró-Endêmicas é organização do terceiro setor,
    fundada em julho de 2005 na Serra do Cipó, Minas Gerais,
    dedicada à pesquisa e conservação de plantas nativas e de seus ecossistemas,
    com sede em Curvelo, Minas Gerais e
    âmbito de atuação nacional,
    sem fins econômicos, com CNPJ 07.587.821/0001-15:

    http://br.groups.yahoo.com/group/proendemicas/

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