Bens culturais do bairro


Solar Imperatriz
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Solar da Imperatriz

A antiga Chácara 17 da Fazenda Nacional, arrendada pelo Comendador Domigos Alves da Silva Porto, ficou conhecida como Chácara dos Macacos. Em 1808, ela foi desapropriada para a construção de uma fábrica de pólvora. Nas cercanias do Solar, foram estabelecidas várias serventias, como ferrarias, estrebarias,  carpintarias, moradias, bem como senzalas e sítios quilombolas.  Em 1875, o prédio abrigou o Asilo Agrícola do Imperial Instituto de Agricultura. Em 1909, passou a sediar o Museu Florestal e, em 1927, um Laboratório de Botânica. O prédio foi restaurado e passou a integrar o campus do Instituto de Pesquisas Jardom Botânico do Rio de Janeiro nos anos 2000. Atualmente, abriga a Escola Nacional de Botânica Tropical.

Igreja Metodista
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Igreja Metodista

A Igreja Metodista do Jardim Botânico começou a ser construída em 1907, tendo sido concluída em 1908. O terreno foi comprado por Francisca Fernandes Pinto, em 24 de agosto de 1904, e, posteriormente, vendido para a Associação da Igreja Methodista Episcopal do Sul. A pedra fundamental ainda existe e está localizada no canto esquerdo da entrada, onde se pode notar uma pedra lavrada, diferente das demais. Todo o material de construção foi importado da Europa (França e Inglaterra). Os vitrais foram colocados na década de 1980, substituindo as janelas de madeira originais, que não resistiram ao tempo. Possui tombamento municipal.

Rua Jardim Botânico, 648

Hospital da Lagoa

Hospital Lagoa

Autor: Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com a participação de Helio Uchoa, paisagismo de Roberto Burle Marx e mural de azulejos externos do artista plástico Athos Bulcão.

Endereço: Rua Jardim Botânico nº 501

Construído em 1952 e inaugurado em 1958 pela Fundação Larragoiti para atender aos funcionários do Grupo Sul América e do Banco Lar Brasileiro, passando a ser conhecido como Hospital dos Bancários. Há controvérsias de que teria sido inaugurado em 15/12/1962 e vendido ao INPS em 1967, quando passou a ser denominado Hospital da Lagoa. Em 1962 (ou 1967), foi incorporado ao IAPB – hoje extinto – tendo sido integrado ao atual INSS e ao INAMPS. Em 1999, foi transferido para o município do Rio de Janeiro e, em 2005, o Governo Federal assumiu sua gestão.

Foi nesse prédio que Niemeyer introduziu o uso do pilotis em V. O edifício foi tombado em  24/3/1992 pelo INEPAC  (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – Resolução Sec 59, de 20/03/1992)

Cavalariças

Cavalaricas

Autor: Arquiteto italiano Mário Vodret. Jardins do paisagista britânico John Tyndale.

Localização: Parque Lage – Rua Jardim Botânico nº 414

Uma grande cavalariça abrigava diversas cocheiras, servindo também de casa de coudelaria. Construída no mesmo período da mansão, apresenta arquitetura eclética, de formato retangular, com paredes de argamassa com elementos decorativos de pedras de granito ganisse.

Lavanderia dos Escravos

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Autor:

Desconhecido

Localização:

Parque Lage

Descrição/histórico:

As terras fizeram parte da sesmaria pertencente a Fagundes Varela e integrava as terras do Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa.Século XVII.

A lavanderia provavelmente foi construída entre 1844 quando a Chácara Lage pertencia a Dona Félicité Clarisse de Labourdonnay, viúva de Antonio Martins Lage e 1888, quando foi abolida a escravidão, mas que pertenceu a seu filho a partir de 1857, Antonio Martins Lage Filho. Em 1900 já pertencia a seu neto Antonio Martins Lage III e em 1913, a seu bisneto, Henrique Lage, que construiu a exuberante mansão.

Parque Lage/Mansão

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Autor:

Projetada pelo arquiteto italiano Mário Vodret. Jardins do paisagista britânico John Tyndale.

Localização:

Rua Jardim Botânico nº 414

Registros históricos indicam que em 1811, Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquiriu de Fagundes Varela o Engenho de Açúcar Del Rei, às margens da lagoa que hoje leva o seu nome. Em 1850, D. Felicité Clarisse de Labourdonnay adquiriu o chácara nº 4, que em 1859, passou a seu neto, Antônio Martins Lage, e ela passou a chamar-se Chácara dos Lage. Em 1900 ela foi transferida para os seus filhos. Em 1913, a Chácara foi transferida para o Dr. César de Sá Rebello e em 1920 para Henrique Lage(neto) Mansão em estilo eclético, construída entre 1914 e 1920, para ser residência de Gabriella Bezanzoni, cantora italiana de ópera, mulher deste.

A família Lage executou muitas benfeitorias na propriedade, até 1913, quando a vendeu. Em 1914, re-adquirida por Henrique Lage, herdeiro do Comendador, que construiu nova residência. A mansão ficou então conhecida como “Solar Henrique Lage”. Após sua morte, em 1941, a propriedade foi adquirida por uma empresa imobiliária. Em 1965 foi tombado pelo antigo Estado da Guanabara e em 1976 foi desapropriado pela União, sendo em 1977 cedido ao IBDF, passando a ser administrado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Em 1999, sua administração passou para o IBAMA.

Ressalta-se que o Decreto Presidencial s/nº de 25/04/91 concedeu o uso, por dez anos, do conjunto arquitetônico Mansão dos Lages ao governo do estado do Rio de Janeiro para sede da Escola de Belas Artes Visuais (alterando o Decreto de 1977), cuja cessão venceu em 2001. Em 2002 houve a cessão de uso do SPU ao Governo do Estado do Rio de Janeiro até 2007.

Em julho de 2001 foi renovado o convênio de co-gestão do Parque Nacional da Tijuca entre o IBAMA e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, englobando na parceria o Parque Lage.

Possui tombamento Federal, Estadual e Municipal. Decreto 788, de 15/07/1965. Livro Histórico, Vol1, Inscrição 322, em 14/06/1957. (Federal)

 

Espelho-d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas

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Localização:

Contornada pelos bairros do Jardim Botânico, Gávea, Leblon, Ipanema.

Descrição/Histórico:

A Lagoa de Sacopenapan, posteriormente cognominada Rodrigo de Freitas, sofreu sucessivos aterros que modificaram seu perfil primitivo. Hoje não é mais um patrimônio natural, mas sim cultural, devido ao grau de interferência humana. Mantém, entretanto sua paisagem soberba. Possui tombamento municipal desde 14/12/1978, Lei 2.667, de 18/09/1998 e federal em 2000.Processo nº878 t73.

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