O que será feito do posto Shell?

10 de julho de 2010
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Durante todo o tempo que morei no bairro o posto Shell me serviu como ponto de referência, de conveniência e de segurança. Quer uma sobremesa no domingo, vai no posto e compra um sorvete! Ou as tantas vezes que tive que explicar onde fica a Praça Pio XI:
“- Onde você mora?
- Na Praça Pio XI?
- Onde?
- Sabe o Hospital da Lagoa, em frente tem um posto Shell, é só entrar na rua depois do posto.
- Ah tá!”

E claro, por ser um pedaço da Jardim Botânico bastante ermo e escuro, o posto com sua movimentação e claridade, sempre nos deu uma sensação maior de segurança.

Desde de o ínicio do mês o posto não está mais lá. Agora sobraram tapumes, escuridão e a grande dúvida: o que será construído em seu lugar? Acredito ser essa uma questão que vem incomodando a todos os moradores do bairro. Afinal, o que quer que seja erguido, afetará a todos.

Hoje, dia 9 de julho, nosso presidente Alfredo Piragibe compareceu a uma reunião com a construtora responsável pela área, a João Fortes. Seguem os pontos questionados e discutidos.

-Ainda não existe uma definição de quem é o proprietário do prédio. A princípio será vendido em partes, porém a João Fortes deixou claro que existem negociações com algumas empresas. Portanto a matéria publicada na mídia de que o prédio seria da EBX não se confirma.

- A João Fortes esclareceu que os tapumes colocados são da Shell e não deles. A construtora já entrou com pedido de autorização na prefeitura para colocação do seu tapume, com objetivo de recuar um pouco para que se deixe um espaço maior de calçada.

- A João Fortes informou que toda a demolição do prédio e remoção dos tanques seguem as regras ambientais vigentes. Esclareceu que parte do processo de remoção é feito pela Shell e outra parte por eles.

- O prédio terá seis andares sendo dois de subsolo, térreo e  um andar para estacionamento. As vagas seguem as regras da CET-RIO vigentes. Ponto importante, pois a entrada do estacionamento do prédio, onde quer que seja, influenciará diretamente no já complicado trânsito deste pedaço da rua Jardim Botânico.

- Ficou acordado que durante as obras, a João Fortes colocará iluminação no local e que a calçada será ajustada para facilitar a passagem dos pedestres. Porém, devido a burocracia da prefeitura o processo é lento e leva em média 20 dias utéis.

- O período da obra está previsto para durar 20 meses. Ainda não existe um alinhamento do horário para realização, porém nos garatiram que seremos informados.

- A AMAJB solictou a João Fortes a inclusão da revitalização da Praça Pio XI ao projeto. A ideia é que a construtora adote a pracinha pelo menos enquanto durarem as obras. Será realizado no próximo sábado, dia 17 de julho, uma reunião com várias mães frequentadoras da pracinha a fim de listar as melhorias a serem requeridas. Divulgaremos a reunião no site e no grupo para que todos os interessados possam participar desse processo.

- A João Fortes informou que o prédio segue as regras de sustentabilidade existentes e que haverá bastante verde em volta a fim de manter as características da região.

- O projeto inclui no térreo espaço para lojas comerciais, como o prédio residencial no início da Jardim Botânico, que tem hoje como vizinho o Supermercado Zonal Sul.

A princípio essas são as informações. É importante ficarmos atentos, AMA JB e moradores, para garatir que todas as promessas acima serão cumpridas. Afinal, é nosso dever cuidar do lugar que escolhemos para viver. Junte-se a nós!

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2 Responses to O que será feito do posto Shell?

  1. angela on 12 de julho de 2010 at 11:39 PM

    Gostei dos esclarecimentos, embora nao tenha entendido quantos andares teremos acima da rua.A nossa pracinha e’ muito importante, mas tb todo o conjunto de nossas ruas( como fica o estacionamento, que jah falta para o hospital?e o movimento dos carros?). Sempre soube que o entorno do Hospital da Lagoa era uma area preservada, inclusive a visao da obra arquitetonica de Niemeyer e a vista que o hospital tem da Lagoa e do Corcovado. A AMAJB poderia consultar o IAB para saber melhor sobre isso… tb sabia que futuramente ali
    haveria uma boca de metro, justamente para atender ao Hospital. Como foi permitida uma construcao ali?obrigada pelos esclrecimentos,Angela Negreiros

  2. Vanda Vasconcellos on 20 de julho de 2010 at 6:41 PM

    Sobre a questão das obras no local onde era o posto, um ponto importante é negociar com a construtora, para que não seja usado o sistema de “bate estacas”, para os alicerces. Se isso acontecer, haverá grande risco de rachaduras e outros danos nos pequenos prédios da vizinhança, todos muito antigos, na R.Oliveira Rocha e na R.Conde de Afonso Celso. Existe outro sistema, mais moderno, porém mais caro, para preparar as fundações. É indispensável que esse assunto figure na pauta de negociações.

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