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O Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico vai crescer. O projeto de expansão será elaborado pelos arquitetos mineiros Bruno Luiz Coutinho Santa Cecilia e André Luiz Prado de Oliveira, que venceram o concurso nacional promovido pelo IAB-RJ (Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio de Janeiro).
O projeto dos dois prédios, que prevê a redução de resíduos na construção e o uso de materiais de maior durabilidade, conta com o Anexo 1, que tem por finalidade abrigar as exposições de longa duração, e o Anexo 2, que compreende o auditório e núcleo de apoio administrativo. Junto com a construção dos novos prédios, está prevista também a reforma de um já existente. Todo o projeto deverá ficar pronto até julho de 2012 quando acontecerá na cidade a Rio+20, uma conferência da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. No total o novo espaço terá 1.400 m2 de área construida e está orçado em R$ 8 milhões, provenientes de recursos públicos e privados ainda a serem captados.
O IAB-RJ realizará a cerimônia de premiação dos arquitetos vencedores no próximo dia 24 de maio de 2010. Todo o projeto executivo deverá ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Será que a galeteria está fazendo escola.Hoje passei a manhã no Jardim Botânico, está lindo. Porque enfeia-lo. A foto é pequena e sem detalhes mesmo assim….
Sinceramente o IAB_RJ já viveu dias melhores na sua direção………. não conheço ninguém de lá, mas percebo uma queda na criatividade da escolha de projetos ultimamente….mas o que mais me intriga é que às vezes acho que vi algum detalhe em algum lugar, como se fosse uma mensagem subliminar. Achei impróprio o quadriculado de azulejos amarelo, branco de amarelo gema na fachada da Galeteria Mormaço, pq tinha na memória alguma coisa estranha…….. e estava certa……… pode parecer engraçado, mas nunca havia visto nada parecido em matéria de revestimento de fachada a não ser no vídeo em que aparece o Wagner Love na favela da Rocinha que passou em todos os jornais da tv.( podem conferir no youtube) Agora do nada aparece de novo um quadriculado amarelo?????? estou ficando maluca ou a mensagem subliminar está funcionando para mais arquitetos e artistas que lidam com formas e cores? ou de onde eles tiraram isso então? pq de bons profissionais é que não foi.
Proponham ao IAB a construção do segundo premio que foi melhor aceitado publicamente, é muito mais elegante, armônico e charmoso. Combina mais com o estilo do jardim botânico.
Realmente o projeto que venceu não tem nada de interessante. É importante ressaltar que está sendo construído um novo prédio, porem ao lado direto dessa foto já existe um prédio vazio que poderia ser muito bem utilizado para esse objetivo. Porem, o interesse e especulação comercial dentro de terras da União tem si mostrado bastante lucrativos.
Amigos,
A primeira notícia que saiu sobre o novo prédio, orçava a obra em 5 milhões. Na notícia acima, a previsão já é de 8 milhões e ainda está no papel. Quanto custará depois de pronto?
Enquanto isso, D. Clere sai do Jardim Botânico com três crianças e sem um tostão. Para justiça social não há verba. Para obras sempre se arranja. Os “recursos públicos e privados” ainda não foram captados mas já instituíram até prêmio para o projeto, logo… é certo que ele sairá. Por que não se pensa em fazer esta “vaquinha” entre o público e o privado para resolver o problema fundiário do Jardim Botânico?
Isto é Brasil, minha gente!
Fora do meio arquitetônico, o que poucos sabem é que o Concurso para a Expansão do Museu do Meio Ambiente (MuMA) foi fruto de diversas irregularidades no processo do seu julgamento. A Comissão Julgadora e a Coordenação Geral do Concurso não permitiu que todos os Concorrentes tivessem condições de igualdade no processo do concurso, pois houve um explícito descumprimento ao Edital, o que demonstra um grave desrespeito com os concorrentes, com o patrimônio da cidade e com toda a população carioca. Projetos que descumpriram o Edital e, portanto, não poderiam chegar a ser julgados, foram considerados e premiados. As irregularidades vão desde o claro descumprimento ao Edital até a falta de transparência na disponibilidade e acesso facilitado aos documentos oficiais (como os recursos e as respostas) que deveriam ser postados no site oficial do Concurso. A questão foi tão grave que nem as cartas enviadas após os recursos foram respondidas. A Comissão Julgadora respondeu os 5 recursos interpostos com os mesmos parágrafos, demonstrando o pouco caso com as demandas colocadas nos referidos recursos. As respostas foram uma espécie de resposta-carimbo, resposta padrão para colocações absolutamente diferenciadas, ou seja: não houve resposta ao que foi questionado. Na própria ata de julgamento, a Comissão declara o descumprimento ao Edital e premia os concorrentes faltosos com menção honrosa. Em nome da Ética, da Cidadania, da Igualdade de Direitos de todos perante a Lei, este Concurso tem que ser anulado!!!!
Quem estiver interessado, veja a insatisfação geral da categoria de arquitetos e estudantes de arquitetura em
http://concursosdeprojeto.org/2010/05/19/premiados-museu-do-meio-ambiente-rj/
Esse concurso foi uma vergonha em todos os sentidos!
Cartas foram enviadas ao Presidente do IAB RJ, ao Conselho Superior do IAB, a Associação de Amigos do Jardim Botânico e ao Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, na tentativa de obtermos respostas coerentes para essa ilegalidade e desrespeito geral; a tentativa maior é a de revertermos esse quadro vergonhoso e obtermos a consequente anulação do Concurso (lamentavelmente não obtivemos qualquer resposta das Instituições e autoridades citadas). Nos parece que a questão só será resolvida através da denúncia ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União.
As pessoas envolvidas neste projeto carecem de sensibilidade para identificar os valores históricos, paisagísticos, ambientais, afetivos, de memória coletiva e individual, entre tantos outros, envolvidos nos cuidados com um jardim histórico.
Se tivessem competência para exercer suas funções, os gestores do Jardim jamais iriam propor um projeto que fere a integridade e a autenticidade do bem pelo qual respondem. E o IPHAN, por seu lado, se incumbiria de relegá-lo ao esquecimento. O superintendente do órgão no Rio já declarou, no entanto, não ver qualquer valor no prédio da biblioteca… É de amargar.
Será possível que alguém que trabalha com patrimônio histórico não perceba a perfeita inserção do prédio no espaço, físico e cultural, que ele ocupa? Ou também suas belas proporções, tão de acordo com sua finalidade?
Falar da possibilidade de derrubada de árvores para construir um prédio estilo delírio de arquiteto, então, já é insensatez pura e simples.
Essa construção, no local onde querem erguê-la, não seria mais do que uma agressão ao frágil tecido do Jardim Botânico, já tão esgarçado por sucessivas administrações desorientadas.