História do Parque Lage

28 de abril de 2010
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O Parque Henrique Lage é um parque público localizado aos pés do Corcovado na rua Jardim Botânico. Possui uma área de mais de 52 hectares e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1957 como patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro.

A história do Parque Lage data de 1811, quando Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquire uma fazenda pertencente a Fagundes Varela, o Engenho de Açúcar Del Rei, às margens da lagoa. John Tyndale, paisagista inglês, recebe, em 1840, a incumbência de reprojetar a fazenda e imprime à estrutura de seu projeto todo o romantismo encontrado em parques de sua terra natal. Em 1859, o parque passa para as mãos de Antônio Martins Lage, quando recebe o nome de “Parque dos Lage”, o qual, mais tarde em 1900, passa a seus três filhos como herança. Em 1913, a chácara é comprada pelo Dr. César de Sá Rabello, permanecendo como sua propriedade até 1920, quando Henrique Lage, neto de Antônio Martins Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família para sua amada, a canotra lírica italiana Gabriela Bezanzoni.

Foto de Matthew Levine retirada da Wikipedia - palacete e piscina do Parque Lage

Em 1922, Henrique deu início a sua remodelação, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando várias tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte conhecido como eclético. Gabriela Bezanzoni, esposa de Henrique Lage, é a peça central na escolha do arquiteto e foi para ela que seu marido remodelou todo o palacete. Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.

Em 1936, Gabriela funda a Sociedade do Teatro Lírico Brasileiro e, em 1948, os sobrinhos-netos de Gabriela, Marina Colasanti e seu irmão Arduíno Colasanti vem morar na mansão. A esta época, Gabriela Bezanzoni organizava magníficas festas em que figuravam os mais proeminentes representantes da sociedade carioca.

Entretanto, endividado com o Banco do Brasil, Henrique Lages precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Entregou alguns de seus bens ao banco como pagamento e, a outra, vendeu para empresários particulares. A fim de fazer sobreviver o Parque, foi tombado como patrimônio histórico e artístico com a ajuda do governador Carlos Lacerda.

Na década de 60 a propriedade foi convertida em um parque público. No palácio funciona, desde 1975, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação.

O Parque Lage foi recuperado em 2002 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através da Fundação Parques e Jardins. Toneladas de lixo foram retiradas, o chafariz passou por reforma e os caminhos e trilhas foram devidamente recuperados. Atendendo ao pedido da Associação de Amigos e Moradores do Jardim Botânico (AMA JB), uma calçada externa foi construída, bem como um estacionamento para os visitantes do parque. Há, no Parque Lage, uma estátua de um pintor retratando o momento em que Tom Jobim, juntamente com seu filho João Francisco, plantam uma árvore.

Fonte: Wikipedia

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