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	<title>Comentários sobre: Controle de Velocidade na Rua Jardim Botânico</title>
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	<description>Associação dos Moradores e Amigos Jardim Botânico</description>
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		<title>Por: Raquel Quilião</title>
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		<dc:creator>Raquel Quilião</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 17:05:17 +0000</pubDate>
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		<description>Pessoal,

Boa tarde.

Convenhamos que a apropriação do sinal do Clube Militar por motoristas é um exemplo pequeno da regra do menor esforço que domina a prática no trânsito carioca em geral. 
Qualquer limite que se pusesse, por mais generoso que fosse, seria desrespeitado. Pela mesma razão que todas as regras de trânsito o são: falta educação e fiscalização. Como observou Roberto Wertman, a pantomima dos radares não consegue disfarçar o intuito de fazer caixa - tanto é assim, que o Poder Público pode fazer concessões aos problemas de verdade que ele não se ocupa em resolver (insegurança que leva ao pânico um motorista solitário trafegano à noite sempre que vê um sinal vermelho) desligando a rede de fiscalização eletrônica durante parte do dia. 
É por essas e outras que eu me curvo à força coletiva do individualismo de meus conterrâneos e só atravesso o sinal no louco cruzamento assimétrico Faro-J. Botânico - J. J. Seabra se e quando meus irmãos me concedem graciosamente passagem.
É praticamente esperado do carioca que se insurja contra um guarda de trânsito que ouse multá-lo por avançar sinais, estacionar em locais proibidos, etc. Há quem trate isso como um costume impermeável a julgamentos de certo ou errado: é do carioca ser assim. Todos os dias eu me convenço que o carioca criou para si uma nova lei de trânsito segundo a qual ele determina quando a cor vermelha indica parada, o &quot;E&quot; cruzado sinaliza proibição de estacionamento e a faixa contínua proíbe retornos (como no caso clássico da J. J. Seabra com Jardim Botânico.
O nosso amor carioca por conveniência e conforto é tão intenso que há motoristas que, ao verem um pedestre passando junto à botoeira que acionaria o sinal do Clube Militar, usam-no como controle remoto! Especialmente em dias de chuva...
O inferno quotidiano de bandalhas, barbeiragens e loucura generalizada na nossa rua principal é um reflexo pavoroso de uma realidade muito triste que domina a cidade inteira, em todos os quadrantes - seja em vias movimentadas, seja em ruas escondidinhas nos recantos aprazíveis do J. Botânico.
Não acredito que britânicos ou norte-americanos tenham nascido naturalmente predestinados ao cumprimento das leis. Eles aprenderam a respeitá-las porque, por experiência própria ou por exemplos ao seu redor, viam que as chances de escapar delas eram baixíssimas. O melhor era manter-se na regra sob pena de ter seu direito de dirigir cerceado, ainda que temporariamente.

Raquel Quilião
Pedestre Convicta e Moradora da própria Rua Jardim Botânico</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,</p>
<p>Boa tarde.</p>
<p>Convenhamos que a apropriação do sinal do Clube Militar por motoristas é um exemplo pequeno da regra do menor esforço que domina a prática no trânsito carioca em geral.<br />
Qualquer limite que se pusesse, por mais generoso que fosse, seria desrespeitado. Pela mesma razão que todas as regras de trânsito o são: falta educação e fiscalização. Como observou Roberto Wertman, a pantomima dos radares não consegue disfarçar o intuito de fazer caixa &#8211; tanto é assim, que o Poder Público pode fazer concessões aos problemas de verdade que ele não se ocupa em resolver (insegurança que leva ao pânico um motorista solitário trafegano à noite sempre que vê um sinal vermelho) desligando a rede de fiscalização eletrônica durante parte do dia.<br />
É por essas e outras que eu me curvo à força coletiva do individualismo de meus conterrâneos e só atravesso o sinal no louco cruzamento assimétrico Faro-J. Botânico &#8211; J. J. Seabra se e quando meus irmãos me concedem graciosamente passagem.<br />
É praticamente esperado do carioca que se insurja contra um guarda de trânsito que ouse multá-lo por avançar sinais, estacionar em locais proibidos, etc. Há quem trate isso como um costume impermeável a julgamentos de certo ou errado: é do carioca ser assim. Todos os dias eu me convenço que o carioca criou para si uma nova lei de trânsito segundo a qual ele determina quando a cor vermelha indica parada, o &#8220;E&#8221; cruzado sinaliza proibição de estacionamento e a faixa contínua proíbe retornos (como no caso clássico da J. J. Seabra com Jardim Botânico.<br />
O nosso amor carioca por conveniência e conforto é tão intenso que há motoristas que, ao verem um pedestre passando junto à botoeira que acionaria o sinal do Clube Militar, usam-no como controle remoto! Especialmente em dias de chuva&#8230;<br />
O inferno quotidiano de bandalhas, barbeiragens e loucura generalizada na nossa rua principal é um reflexo pavoroso de uma realidade muito triste que domina a cidade inteira, em todos os quadrantes &#8211; seja em vias movimentadas, seja em ruas escondidinhas nos recantos aprazíveis do J. Botânico.<br />
Não acredito que britânicos ou norte-americanos tenham nascido naturalmente predestinados ao cumprimento das leis. Eles aprenderam a respeitá-las porque, por experiência própria ou por exemplos ao seu redor, viam que as chances de escapar delas eram baixíssimas. O melhor era manter-se na regra sob pena de ter seu direito de dirigir cerceado, ainda que temporariamente.</p>
<p>Raquel Quilião<br />
Pedestre Convicta e Moradora da própria Rua Jardim Botânico</p>
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	<item>
		<title>Por: Alfredo Piragibe</title>
		<link>http://www.amajb.org.br/2010/02/controle-de-velocidade-na-rua-jardim-botanico/comment-page-1/#comment-4</link>
		<dc:creator>Alfredo Piragibe</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 10:43:38 +0000</pubDate>
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		<description>O assunto está sendo debatido em nosso Grupo. Participe !
Acesse: http://groups.google.com.br/group/amajb</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto está sendo debatido em nosso Grupo. Participe !<br />
Acesse: <a href="http://groups.google.com.br/group/amajb" rel="nofollow">http://groups.google.com.br/group/amajb</a></p>
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