Controle de Velocidade na Rua Jardim Botânico

25 de fevereiro de 2010
By Alfredo Piragibe

Mensagem Enviada por : Marcelo Goldenstein
Data: 25/02/10
Mensagem Enviada
Recebi o convite e aceitei de pronto.
Gostaria de iniciar uma discussão a respeito do controle de velocidade na Rua Jardim Botânico. Quando está sem trânsito, sobretudo à noite, os carros, vans e ônibus atingem velocidades altíssimas, colocando em risco os pedestres e mesmo os demais motoristas. Acho que deveríamos nos mobilizar para que fossem instalados radares com limitação de velocidade no decorrer de toda a rua, o que só ocorre atualmente4 no trecho em frente ao Jardim Botânico.

Um abraço a todos. Excelente iniciativa esse Grupo!

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2 Responses to Controle de Velocidade na Rua Jardim Botânico

  1. Alfredo Piragibe on 26 de fevereiro de 2010 at 8:43 AM

    O assunto está sendo debatido em nosso Grupo. Participe !
    Acesse: http://groups.google.com.br/group/amajb

  2. Raquel Quilião on 28 de fevereiro de 2010 at 3:05 PM

    Pessoal,

    Boa tarde.

    Convenhamos que a apropriação do sinal do Clube Militar por motoristas é um exemplo pequeno da regra do menor esforço que domina a prática no trânsito carioca em geral.
    Qualquer limite que se pusesse, por mais generoso que fosse, seria desrespeitado. Pela mesma razão que todas as regras de trânsito o são: falta educação e fiscalização. Como observou Roberto Wertman, a pantomima dos radares não consegue disfarçar o intuito de fazer caixa – tanto é assim, que o Poder Público pode fazer concessões aos problemas de verdade que ele não se ocupa em resolver (insegurança que leva ao pânico um motorista solitário trafegano à noite sempre que vê um sinal vermelho) desligando a rede de fiscalização eletrônica durante parte do dia.
    É por essas e outras que eu me curvo à força coletiva do individualismo de meus conterrâneos e só atravesso o sinal no louco cruzamento assimétrico Faro-J. Botânico – J. J. Seabra se e quando meus irmãos me concedem graciosamente passagem.
    É praticamente esperado do carioca que se insurja contra um guarda de trânsito que ouse multá-lo por avançar sinais, estacionar em locais proibidos, etc. Há quem trate isso como um costume impermeável a julgamentos de certo ou errado: é do carioca ser assim. Todos os dias eu me convenço que o carioca criou para si uma nova lei de trânsito segundo a qual ele determina quando a cor vermelha indica parada, o “E” cruzado sinaliza proibição de estacionamento e a faixa contínua proíbe retornos (como no caso clássico da J. J. Seabra com Jardim Botânico.
    O nosso amor carioca por conveniência e conforto é tão intenso que há motoristas que, ao verem um pedestre passando junto à botoeira que acionaria o sinal do Clube Militar, usam-no como controle remoto! Especialmente em dias de chuva…
    O inferno quotidiano de bandalhas, barbeiragens e loucura generalizada na nossa rua principal é um reflexo pavoroso de uma realidade muito triste que domina a cidade inteira, em todos os quadrantes – seja em vias movimentadas, seja em ruas escondidinhas nos recantos aprazíveis do J. Botânico.
    Não acredito que britânicos ou norte-americanos tenham nascido naturalmente predestinados ao cumprimento das leis. Eles aprenderam a respeitá-las porque, por experiência própria ou por exemplos ao seu redor, viam que as chances de escapar delas eram baixíssimas. O melhor era manter-se na regra sob pena de ter seu direito de dirigir cerceado, ainda que temporariamente.

    Raquel Quilião
    Pedestre Convicta e Moradora da própria Rua Jardim Botânico

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